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sábado, 17 de dezembro de 2011

Acontecimentos no ano de 1762

  • Fim da publicação da Gazeta de Lisboa

Foi no ano de 1715, que o primeiro jornal oficial português iniciou a sua publicação. Embora seja geralmente conhecido como "Gazeta de Lisboa", ao longo da sua publicação tem ostentado títulos muito diversos.

No dia 10 de Agosto, o jornal apresentava o seu primeiro número com a denominação de "Notícias do Estado do Mundo". O seu redactor era José Freire de Monterroio Mascarenhas, que dirigiu o jornal até à sua morte, em 1760.

Em 17 de Agosto de 1715, o número dois aparecia já com o título de "Gazeta de Lisboa", título que se manteve até 30 de Dezembro de 1717.

No ano de 1718, no dia 6 de Janeiro, o título passou para "Gazeta de Lisboa Ocidental" até 31 de Agosto de 1741.

Em 7 de Setembro de 1741, retomou o título de "Gazeta de Lisboa", que vai perdurar até 31 de Janeiro de 1760. Durante este período, das muitas notícias que foram sendo publicadas, destacou-se a descrição, curiosamente bastante sóbria, do terramoto de 1755 que devastou Lisboa, bem como uma grande parte do Algarve.

Em 22 de Julho de 1760, o título mudou para "Lisboa", sendo seu redactor o poeta Pedro António Correia Garção. Este título vai manter-se até 15 de Junho de 1762.

Por ordem do Marquês de Pombal, o jornal esteve suspenso de Junho de 1762 a Agosto de 1778. Não se sabendo a causa imediata e concreta desta suspensão, todos os estudiosos da matéria invocam o desagrado do ministro com alguns artigos menos favoráveis à sua governação. O facto é que o jornal não voltou a publicar-se durante o reinado de D. José.

  • A Colónia do Sacramento rende-se a forças espanholas.
Tropas espanholas comandadas por D. Pedro de Cevallos,primeiro vice-rei do rio da Prata e comandante das forças espanholas em Buenos Aires, invadem no dia 5 de Outubro a Colónia do Sacramento, povoação portuguesa na margem esquerda do estuário do rio da Prata, que viria a render-se as tropas espanholas do dia 27 do mesmo mês

A Colónia do Sacramento rende-se e é ocupada por forças espanholas.

  • Armistício ente Portugal e a Espanha
Em Fontainebleau reuniram-se os plenipotenciários discutindo o tratado de paz, e em vista disto o conde de Aranda e o conde de Lippe concordaram entre si um armistício que foi assinado no dia 1 de Dezembro de 1762, e que terminou no dia 11 com a chegada do próprio conde de Oeiras, que vinha trazer a notícia que no dia 3 de Outubro se assinara em Fontainebleau a paz entre a França, Inglaterra, Espanha e Portugal. A 7 de Março seguinte foi proclamada a paz definitiva.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sua alteza o conde de Lippe

Acabada a guerra com a assinatura da Paz de Fontainebleau, o Conde de Lippe continuou a tentar organizar o exército português que lhe fora confiado, pelo que em 1764, realizou uma viagem de inspecção às regiões fronteiriças, mandando reparar as fortificações existentes e ordenando a construção de algumas novas.

A situação militar, não era segura para Portugal, em particular por serem marcadas pela situação na América do Sul, atendendo a que a situação se mantinha tensa nos territórios a sul do Brasil.

Não era portanto altura para desguarnecer os defesas militares o que foi enfrentado e compreendido pelo conde de Oeiras, tanto na frente militar como na diplomática, atendendo à necessidade política de aproximação à França, porque a situação na América do Norte, também propiciava desequilíbrios políticos na Península Ibérica, por força da sempre presente velha aliança luso-britânica.

Continuou a lutar pelo melhoramento do Exército Português, mas o governo do Marquês de Pombal ignorou-o. Nesse mesmo ano regressa ao seu país, não devendo ter recebido o ordenado que fora fixado em 3 000 libras anuais.

Regressa três anos depois e volta a percorrer o país certificando-se do efeito das suas reformas; durante a sua estadia realizaram-se grandes manobras de conjunto de 20 regimentos.

Recebe então como presente de agradecimento de D. José I um par de canhões miniatura em bronze dourado, um dos quais se encontra actualmente em exposição no castelo de Schaumburg, em Bükeburg.

O reconhecimento que é dado ao conde de Lippe, como comandante-chefe com o título de marechal-general do exército português, com direito ao tratamento de Alteza, apenas reservado aos membros da família real, por alvará de 25 de Janeiro de 1763.

Em 1764 regressa à sua terra embora se tenha mantido como marechal do exército português até à sua morte em 1777

Vinte anos após a sua morte, o governo português comprou os seus manuscritos referentes à defesa de Portugal; todos, ou a maior parte, foram levados para o Brasil com a invasão francesa em 1807.

Em sua homenagem, entre outros foi dado o seu nome ao Forte de Lippe em Elvas e a um dos mais notáveis regimentos do Exército Português, o actual Regimento de Infantaria n.º 1.

sábado, 12 de julho de 2008

Acontecimentos no ano de 1763

**Tratado de Paris-fim da Guerra dos 7 anos

Muito embora os acordos de Fontainbleu tenham sido assinados em Novembro de 1762, o tratado de paz só foi assinado em Paris a 3 de Fevereiro do ano seguinte.

Do tratado de Paz, resultou que a Espanha recuperou Havana em Cuba e Manila nas Filipinas, mas teve que deixar aos ingleses, na posse da Florida. A França perdeu territórios em África e o Canadá e a Luisiana na América.

Quanto a Portugal, ficou tudo na mesma, como antes do início da guerra, a Espanha devolveu todas as praças que tinha tomado no Continente, enquanto no sul do Brasil, Portugal volta a recuperar a colónia de Sacramento, que em 1762 o governador de Buenos Aires, Pedro Ceballos, havia tomado.

O balanço final deste aspecto da Guerra dos 7 anos, que mais directamente nos diz respeito, foi o de demonstrar o ineficácia defensiva do exército português, que a inabilidade do ataque inimigo, contribuiu para que o descalabro não fosse maior, muito embora a habilidade táctica de Lippe, também tenha que se realçar.

**Transferência da Capital do Brasil de São Salvador para o Rio de Janeiro

A transferência da capital para o Rio de Janeiro, decorreu da necessidade de organizar as defesas do Sul em virtude da Guerra dos Sete Anos

A escolha do Rio de Janeiro foi o resultado de um processo que já vinha sendo delineando a alguns anos como consequência das transformações que vinham ocorrendo na cidade, onde se encontravam localizadas as principais forças militares,ao mesmo tempo que a cidade passou a concentrar as maiores riquezas da Colónia, o ouro e os diamantes de Minas Gerais.

O Rio de Janeiro era então governado por Gomes Freire de Andrade, seu último Governador, que veio a falecer em Janeiro de 1763.

A morte de Gomes Freire e a necessidade de ter no Rio de Janeiro um Governador forte contribuíram para a decisão de se transferir a Capital para o Rio de Janeiro.

Em 11 de maio de 1763, foi nomeado o António Alvares da Cunha, 1º Conde da Cunha, para Vice-Rei do Brasil, com a ordem de residir na cidade do Rio de Janeiro. O novo Vice-Rei tomou posse a 21 de dezembro de 1763

**-Morte de Carlos Mardel sucedendo-lhe como arquitecto do Reino Reinaldo dos Santos

Arquitecto hungaro, veio para Portugal em 1733, servir no exército português, chegando a coronel no ano de 1762

Mardel foi um dos principais responsáveis pela construção do Aqueduto das Águas Livres, tendo desenhado a Mãe d'Água, e um arco triunfal, o Arco das Amoreiras, para festejar a chegada das águas.

Da sua autoria são, também, o Chafariz da Esperança e do Chafariz do Rato; o Palácio do Marquês de Pombal, antiga residência de Sebastião José de Carvalho e Mello, um solar do século XVIII, em Oeiras; Capela do Solar, dedicada a Nossa Senhora das Mercês (também em Oeiras).

Em 1747, Mardel é nomeado para o cargo de arquitecto dos paços reais, e das ordens militares.

Foi um dos principais arquitectos da reconstrução de Lisboa, após o Terramoto de 1755, juntamente com Eugénio dos Santos.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A Guerra Fantástica


Desde de Dezembro de 1761 que a Inglaterra e a Espanha estavam em guerra e o enquadramento desse facto com a assinatura do terceiro pacto da família Bourbon, como disse nos post anterior, indiciava a reabertura das hostilidades entre Portugal e Espanha.

Em 15 de Março de 1762, a França e a Espanha intimaram-nos que declarássemos guerra à Inglaterra, permitindo que o exército espanhol tomasse conta dos portos portugueses, para impedir a sua utilização por navios ingleses.

Novamente reformulada essa ameaça em Abril de ambas as vezes Portugal se recusou a dar guarida a essa pretensão, que motivou a retirada das representantes diplomáticos que prenunciavam o início da guerra.

Nesse mesmo mês de Abril já tropas da coligação franco-espanhola, avançavam em direcção a Miranda do Douro.

Os reforços militares, naturalmente solicitados por Portugal aos Ingleses, demonstrava as incapacidades gritantes do exército português, desde generais a soldados, armas, munições, tudo era preciso e também organização como não poderia deixar de acontecer neste País.

Á demora inglesa em colocar em Portugal toda a ajuda requisitada, juntou-se o facto das tropas invasoras e vez de atacarem entrando direitos a Lisboa, através do óbvio ataque naval.resolveram entrar pelo terreno menos favorável a uma invasão, Trás-os-Montes.

Excessiva condescendência de Carlos III de Espanha, para com sua irmã a Rainha de Portugal, no entender de alguns historiadores.

Mesmo assim em menos de 2 meses e sem qualquer dificuldade, se apoderaram de Miranda do Douro, Bragança, Chaves, Vila Real, Vila Pouca de Aguiar e Castelo Rodrigo e com mais dificuldade Almeida, a única que dispunha efectivos de defesa razoáveis. Porém basicamente alguma resistência acontecia , devido á acção de alguma milícia que atacava em forma de guerrilha . O exército português não retaliava, pura e simplesmente porque praticamente não existia.

A chegada a Portugal do conde de Lippe em 3 de Julho, uma dos apoios que a Inglaterra viria a fornecer a Portugal muito relevante, para a inversão da sorte dos acontecimentos.

Os avanços inimigos foram acontecendo em direcção a Lisboa, estando já em Outubro atingindo Vila Velha de Ródão.

A chegada dos reforço esperados, alguma possibilidade de contra-ataque a linhas recuadas do exército invasor por forma a cortas abastecimentos, a hostilidade das populações, começou a reverter os desígnios da guerra, obrigando a força invasora a retirar, em definitivo para Espanha, que com exceptuando pequenas escaramuças acessórias teve o seu último acto bélico a 19 de Novembro e a assinatura do pré-acordo de paz em 3 de Novembro em Fontainebleu.

Guerra estranha esta na qual não chegaram a haver batalhas, só escaramuças e muitas baixas de ambos os beligerantes.