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quarta-feira, 23 de março de 2011

Acontecimentos no ano de 1758

  • Direitos a pagar por escravos
Pelo alvará de 11 de Janeiro de 1758, os navios que carregavam negros por sua conta e risco poderiam sair dos portos sem qualquer tipo de embargo. Com o objectivo de se pôr ordem na arrecadação dos direitos dos escravos, que trazia prejuízos à Fazenda e ao comércio de Angola, estabeleceu-se um novo contrato: para se receber cada «macho ou fêmea» com altura de quatro palmos craveiras da vara de medição, teriam que se pagar 8700 réis; se a altura fosse inferior pagar-se-iam 4350 réis.

  • A reforma da Companhia de Jesus
Na sequência dos acontecimentos que conduziram a uma grave crise entre a Companhia de Jesus, é importante salientar que a vulnerabilidade da Companhia de Jesus não decorria apenas das suas conflituosas relações com o governo temporal, porque simultâneamente tornara-se alvo das acções disciplinares da própria igreja católica, quando o papa Benedito XIV, pela breve de 1 de Abril instituiu a reforma da Companhia de Jesus, nomeando como reformador o patriarca de Lisboa o cardeal Saldanha, com a incumbência de a executar em todo o reino de Portugal

sexta-feira, 12 de março de 2010

Acontecimentos no ano de 1758

  • Janeiro,11-Alvará que declara a liberdade de comércio com Angola
Este alvará determinou “a liberdade de comércio” em Congo, Angola, Loango e Benguela, proibindo a formação de monopólios.

O mesmo alvará aproveitava ainda para regular as partidas dos navios e a cobrança dos impostos.
  • Fevereiro, 1 - São mandados construir seis faróis.
O alvará da Junta Geral da Fazenda, de 1 de Fevereiro de 1758, incluía-o entre os seis faróis que mandava edificar: Berlengas, Nossa Senhora da Guia, Fortaleza de São Lourenço (Bugio), São Julião da Barra, Barra do Porto e costa de Viana.

A verdade, porém, é que, apesar de constarem deste alvará, nem a construção do farol de Montedor nem a de outros viria a concretizar-se, razão pela qual um decreto de 12 de Dezembro de 1826 determina, novamente, que se proceda à construção dos faróis de Montedor, das Berlengas, do Cabo de São Vicente, do Cabo de Santa Maria e do Cabo Mondego.
  • Março, 10 - Manuel Saldanha de Albuquerque, conde de Ega, é nomeado vice-rei da Índia.
Manuel Saldanha de Albuquerque, tinha sido nomeado em 1754 governador da ilha da Madeira para onde partiu com sua família e em 1758 recebeu ordem de vir a Lisboa para ser empregado numa comissão de serviço, e partiu para o Oriente com a nomeação de vice-rei da Índia, e agraciado com o título de conde da Ega, por decreto de 25 de Março do referido ano de 1758.

Chegando ao Oriente, continuou a guerra em que andávamos então empenhados, e concluiu vantajosamente a paz com o Marata; tomou e mandou demolir a fortaleza de Pondá, e conquistou os terrenos que formam a província do Canácona.

Na expulsão dos jesuítas em 1759 cumpriu fielmente as ordens do marquês de Pombal, prendendo e enviando para o reino 231 padres que então existiam na Índia. Nesse mesmo ano foi residir em Pangim.

A despesa causada por esta mudança, o fausto em que sempre vivia, alguns actos despóticos e pouco regulares, que praticou, tudo ocasionou graves acusações de ter delapidado a fazenda pública, por ocasião do sequestro dos bens dos jesuítas.

O facto de seu irmão, o cardeal Saldanha, ter votado no conselho de Estado contra a morte dos meninos de Palhavã, também concorreu muito para desmerecer do agrado do marquês de Pombal, e o conde de Ega foi exonerado do seu elevado cargo, sendo substituído pelo conde da Lousã.

Entregando então o governo, saiu de Goa em 25 de Dezembro de 1765 a bordo do navio Nossa Senhora de Brotas, que o trouxe para Lisboa, e apenas entrou o Tejo foi preso, juntamente com o seu secretário Belchior José Vaz de Carvalho, e encarcerado na Torre do Otão em Setúbal

(cf. O portal da História)

  • Agosto,27-Falecimento de D.Bárbara de Bragança rainha de Espanha, filha de D.João V
Maria Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa nasce em Lisboa, a 4 de Dezembro de 1711; faleceu em Madrid e está sepultada no Convento das Salesas Reales, da mesma cidade. Casou em 1729 com D. Fernando, príncipe das Astúrias, que subiu ao trono de Espanha como Fernando VI;

sexta-feira, 21 de março de 2008

O processo dos Távoras(I)

Entre todos os detidos, como suspeitos de envolvimento da tentativa de assassinato do rei D.José I que referi anteriormente, pode perguntar-se o que de comum poderiam ter todo esse extenso rol de suspeitos e na verdade a resposta pode ser simples e concisa , todos os inculpados ou tinham nascido nas casa de varonia Távora (os marqueses de Távora e os condes de Alvor), ou tinham casado com fidalgas nelas nascidas (duque de Aveiro, marquês de Alorna, conde de Atouguia), ou delas proximamente descendentes como o caso do conde da Ribeira Grande.

Razão porque esse mega processo acusatório fico conhecido como o Processo dos Távoras, sendo que muito mais simples é mencionar a meia dúzia de pessoas dessa proveniência familiar, que escaparam à acusação.

A base de toda a acusação iniciou-se na confissão de dois homens presos, como autores materiais do atentado que disseram te-lo feito a mando da família Távora, que conspirava para colocar o duque de Aveiro no trono. Rapidamente enforcados pode dizer-se que a consistência da acusação, se baseava, nesse "irrefutável depoimento," feito segundo se disse debaixo de forte tortura.

As outras provas assacadas aos réus eram mais subjectivas ainda, considerando-se que só os Távoras podiam conhecer os hábitos de itinerário do rei, quando se deslocava aos aposentos da sua amante Teresa Leonor, também ela uma Távora, como já disse anteriormente.

Acrescente-se ao processo a componente do desagravo da família Távora, pela honra do seu herdeiro, marido da "marquesinha" e o panorama acusatória ficava completo.

Surpreendente é a celeridade com que todo o processo decorreu, em cerca de um mês tudo ficou resolvido, foi claramente um processo político e sumaríssimo.
Alguns principais réus, nunca reconheceram o procedimento dos crimes de que eram acusados, e outros réus menores que só procederam a algumas confissões, após torturas.

O processo final encontra imensas lacunas, não aparecendo depoimentos nomeadamente de mulheres fidalgas que se sabe terem deposto .

O depoimento mais controverso foi o do Duque de Aveiro, que a princípio terá negado todas as acusações contudo perante a ameaça de tortura confessou os crimes, embora mais tarde tenha de novo voltado a retratar-se.

A confissões que lhe foram atribuídas são incoerentes e contraditórias, mas acabaram por envolver muita gente incluído os jesuítas, João de Matos e Malagrida

terça-feira, 11 de março de 2008

Atentado ao Rei

Na noite de 3 de Setembro de 1758, D. José I seguia incógnito numa carruagem que percorria uma rua secundária nos arredores de Lisboa. O rei regressava para as tendas da Ajuda de uma noite com a amante a "marquesinha" Távora D.Teresa Leonor.

Pelo caminho, a carruagem foi interceptada por três homens, que dispararam sobre os ocupantes. D. José I foi ferido num braço, o seu condutor também ficou ferido gravemente, mas ambos sobreviveram e regressaram à Ajuda.

Sebastião José de Melo tomou o controle imediato da situação.

Reconstruir com certeza, o que se passou naquela noite é tarefa que carece de fundamento sólido.

O certo é que no dia seguinte a Rainha escrevia a sua mãe Isabel Farnésio, informando-a que o rei havia caído ontem por uma escada e estaria com um braço em muito mau estado. As melhoras não vieram a acontecer, tão rapidamente quanto se poderia esperar ao ponto do rei lhe ter entregue a regência do reino.

Em 17 de Dezembro, porém volta a escrever a sua mãe, relatando a verdade sobre o atentado e reconhecendo que a versão queda de escada, lhe tinha sido dito ao engano.

Muito embora não refira naturalmente, que o atentado tinha acontecido, no regresso duma visita a uma amante, informa que existiu realmente o atentado, anunciando que " deve prender-se uma família quase inteira e algumas outras pessoa todas de primeira qualidade".

Realmente as prisões começaram a acontecer na noite de 12 para 13 de Dezembro, na sequência dum edital publicado em 9 de Dezembro, onde se ofereciam prémios para eventuais denunciantes.

Com imensa celeridade foram detidos o duque de Aveiro D.José de Mascarenhas e seu filho D.Martinho, na sua quinta em Azeitão e conduzidos ao palácio dos Bichos em Belém. O marquês de Gouveia e quatro dos seus criados. Os marqueses de Távora e dois dos seus filhos, encabeçando uma lista grande de outras personalidades, onde não faltaram também alguns jesuítas.