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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Acontecimentos no ano de 1753(II)

  • Agosto,11-Decreto autorizando Feliciano Oldenberg a fundar a Companhia Real Portuguesa da Ásia.
Já antes do início do reinado de D.José, que se pensava na criação dum projecto de criação dum companhia para o comércio na Ásia. No ano anterior um comerciante francês conseguira o privilégio do estabelecimento desse comércio, pelas costa indianas.

Essa decisão provocara o protesto de muita gente, negociantes portugueses, apoiados pelos jesuítas e por Sebastião José (ainda em tempo de aliança ), por a coroa não ter entregue essa concessão a um português.

Foi então nomeado um português de origem alemã Feliciano Velho Oldenberg, com fortuna construída no comércio do tabaco e da prata.

Foi então criada as bases desta companhia que deveria promover a viagem de 11 navios, para a Índia e para Macau, com a validade de 10 anos.

A empresa veio a falir, por causas pouco claras, tanto quanto os meandros da própria constituição do capital da empresa, conexões entre o secretário de Estado Diogo de Mendonça e Oldenberg e do próprio rei encarregando um seu criado Pedro Virgolino de investir dinheiro em seu próprio nome.
  • Fundação da escola de escultura de Mafra, sob a direcção de Alessandro Giusti, onde se formaram, entre outros, Machado de Castro.
Com a consciência do seu valor artístico, Machado de Castro, intentou ir para as obras da grandiosa basílica de Mafra, onde estavam muitos artistas de merecimento, tendo à frente o professor e ilustre estatuário romano Alexandre Giusti.

O seu ardente desejo de se aperfeiçoar na arte, o obrigou a sair de Lisboa, onde auferia bons lucros, e ir encerrar-se naquela vila conseguindo dentro em pouco, em 1756, ser nomeado ajudante do professor romano, situação em que se conservou durante 14 anos, trabalhando sempre assíduo e com o maior aproveitamento, adquirindo cada dia novos conhecimentos, e produzindo trabalhos já de excepcional valor.

Mas em Mafra esperava-o um novo futuro. Como ali se tornara um ponto de reunião, não só de viajantes estrangeiros, como de poetas, artistas e sábios portugueses, Machado soube tirar óptimo partido, para se instruir, com a conversação dos homens doutos.

Um dos frequentadores era o poeta Cândido Lusitano, que não se cansava de admirar as novas produções dos artistas, que trabalhavam ali. Travou relações com o jovem escultor, e desde logo lhe votou sincera amizade. Reconhecendo o seu desejo de aprender, encarregou-se de lhe dar lições de Retórica, que o nosso artista aceitou gratamente.

Mafra foi, por assim dizer, para Machado de Castro, não só um centro de educação artística, como uma espécie de universidade onde se lhe deparavam os melhores livros do seu tempo, como professores que o instruíssem e o iniciassem no movimento intelectual do século.

As novas relações com o poeta e pintor Vieira Lusitano, marcaram assim uma época na educação literária de Machado de Castro. As novas teorias que se revoltavam contra a imitação servil dos mestres, contra o fanatismo das regras e que colocava acima de tudo o entusiasmo e espontaneidade da poesia, a imitação da natureza, foram adoptadas para sempre pelo nosso ilustre artista, tornado um entusiasta discípulo delas. Joaquim Machado de Castro caracteriza-se, porém, pelo seu bom senso, pela rectidão dos seus julgamentos e a lucidez das suas ideias.

(retirado do Portal da História
  • Dezembro,31-Morte de Alexandre de Gusmão, principal inspirador e definidor da política externa portuguesas entre 1735 e 1750.

acontecimentos no ano de 1753(I

  • Março,01-Entra solenemente em Pequim a Missão diplomática chefiada por Francisco Xavier Assis Pacheco de Sampaio.
Com o recrudescimento da opressão chinesa e a imposição, em 1736, duma autoridade nativa com a designação de tchó-t'óng, que passou a exercer autoridade na cidade só a partir de 1797, foi pedido ao rei D. José novo embaixador, sendo Dom Francisco Xavier Assis Pacheco e Sampaio magnificamente recebido na corte do Imperador Qianlong, em Pequim, aonde chegara a 1 de Maio de 1753.

Após cinco semanas de banquetes e festas, o embaixador deixou a capital chinesa com ricos presentes, mas sem nada conseguir, devido à animosidade das autoridades chinesas.

(ver mais sobre Macau aqui)
  • Junho,30-Decreto que manda fabricar a pólvora por conta da Fazenda real.
O início do fabrico da pólvora, por iniciativa da família Cramer por ler-se em

As fabricas de pólvora em Barcarena e Alcântara-27

O seu cancelamento em 1753, deveu-se exclusivamente ao facto de se julgar mais seguro para a defesa do Reino que as fábricas de pólvora passassem a ser administradas directamente pela Fazenda.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Início da Guerra Guaranítica(1753)

Os acontecimentos que tiveram o seu início neste ano e a que foi dado este nome, está intimamente relacionado com aplicação do Tratado de Madrid, assinado em 1750, mas que só em Setembro de 1752 os responsáveis de ambos os países ibéricos se reuniram para passar à aplicação prática do referido Tratado.

Por Portugal o responsável a Sul do Brasil era Gomes Freire de Andrade e por Espanha o marquês de Valdelírios. Se o acordo havia sido possível entre ambos os Países, em parte atendendo ao facto do casamento do rei de Espanha Fernando VI com D.Maria Bárbara de Bragança irmã de D.José ter aproximado as coroas, mas também pelo objectivos do ministro de Estado espanhol D.José de Carvajal y Lancaster, que defendia a aproximação pacífica a Portugal, no sentido de propiciar com o tempo a união dos dois reinos.

As dificuldades encontradas no terreno, deviam-se ao facto da concessão por Portugal a Espanha da colónia de Sacramento implicar receber em troca o território da chamada região dos Sete Povos dos Índios do Uruguai dirigidos pelos jesuítas espanhóis e que Portugal pretendia ver povoados por populações idas das ilhas atlânticas.

Porém para que tal pudesse vir acontecer era necessário realizar uma "pequena tarefa", desalojar os índios que lá viviam. o que também colidia com os interesses das missões jesuítas que as controlavam.

Logo em Fevereiro deste ano um pequeno destacamento de tropas portuguesas e espanholas, seria atacado por índios, o mesmo acontecendo a outras tentativas que decorreram neste ano na região Guarani e que se iria arrastar por mais alguns anos.

Também a norte do Brasil impunha aplicar o Tratado de Madrid, para o que tinha sido nomeado no ano anterior Francisco Xavier de Mendonça Furtado, como governador e capitão-general do Pará e Maranhão, curiosamente irmão de Sebastião José de Carvalho e Melo, ainda secretario de Estado, já suficientemente influente para nomear seu irmão para este cargo, mas ainda não "absolutamente" poderoso, para determinar a política portuguesa.


  • Janeiro,09-Nasce em Setúbal Luísa Rosa de Aguiar Todi, cantora lírica
Luísa Todi nasceu em Setúbal, na freguesia de Nossa Senhora da Anunciada, a 9 de Janeiro de 1753, na actual rua da Brasileira, não criando grandes raízes na cidade, pois, os pais mudaram-se para Lisboa ainda ela era de tenra idade.

Luísa Rosa de Aguiar, nome de solteira, estreou-se, ainda como actriz, em 1767 ou 1768, no teatro montado na propriedade do Conde de Soure, em Lisboa, recitando com a irmã, as falas das personagens de Tartufo, de Molière.

Foi, também, aí que Luísa Aguiar conheceu Francesco Saverio Todi, violinista de origem italiana.

Em 28 de Julho de 1769, com apenas 16 anos de idade, Luísa casou com Todi, na Igreja de Nª Sª das Mercês, indo habitar no Pátio do Conde de Soure, perto do Teatro.

Um ano após o casamento, actuou no mesmo teatro, onde se estreou como actriz, mas, desta vez, como cantora, na ópera “Il Viaggiatore Ridicolo”, de Guiseppe Scolari. A partir desse momento, a carreira de Luísa Todi tomou outro rumo, apresentando-se logo no ano seguinte em Londres.

A 6 de Junho de 1772 actuou no Porto, cantando árias do compositor David Perez, mestre da Capela Real, passando a ser, figura de relevo na sociedade nortenha.
As críticas dos jornais, mesmo os estrangeiros, em relação à cantora não eram modestas, elogiando as capacidades vocais, o relevo que dava à expressividade e à emoção na caracterização das personagens que interpretava.

Londres, Paris, Berlim, Turim, Varsóvia, Veneza, Viena, São Petersburgo foram algumas das cidades em que Luísa Todi passou largas temporadas, alcançando consideráveis êxitos. Nessas ocasiões, conviveu de perto com a aristocracia europeia, como foi o caso de Frederico II da Prússia e Catarina II, imperatriz da Rússia.

“La Didone Abbandonata” talvez tenha sido, de entre todas as que cantou, a ópera onde alcançou maior êxito.

Até 1793 andou em tournée pela Europa e foi já com 40 anos de idade que voltou a Portugal para cantar nas festas da filha primogénita do príncipe regente, futuro D. João VI.

Este espectáculo foi uma excepção em Portugal, visto que D. Maria proibira as mulheres de actuarem em público. Apesar da autorização, a família real não esteve presente, nem a actuação de Luisa Todi foi devidamente referenciada.

Talvez por isso, pelas limitações impostas em Portugal, regressou ao estrangeiro, voltando a Portugal, mais concretamente ao Porto, em 1803, já viúva.

Com as invasões francesas, em 1809, Luísa Todi viu-se forçada a abandonar o Porto, perdendo, na fuga, grande parte dos bens, entre os quais se contavam jóias.

Em 1811, quando regressou a Lisboa, já era uma mulher amargurada, em parte pela morte de alguns dos seis filhos e por uma das filhas ter sido internada no Recolhimento de Rilhafoldes, destinado a doentes mentais.

Em 1813, Luísa Todi viveu na rua do Tesouro Velho, hoje, rua António Maria Cardoso, e mais tarde mudou-se sucessivamente para as ruas da Barroca e da Atalaia, Largo de S. Nicolau e Travessa da Estrela, onde morreu, em 1 de Outubro de 1833, com 80 anos de idade, cega devido a uma doença que tinha desde nova.

Fontes:
- “Cantores de Ópera Portugueses, 1º volume”, Mário Moreau
- “Setúbal e as suas celebridades”, Fran Paxeco
- “Setúbal no Século XVIII. As informações paroquiais de 1758”, Rogério Peres Claro

(retirado daqui)